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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Lei de imigração no Arizona causa polêmica nos EUA e no mundo

Lei de imigração promulgada no final da semana passada está causando polêmica nos Estados Unidos e no mundo. Há preocupação de que a medida seja insconstitucional e incentive o racismo e o preconceito.

Em uma das redes de relacionamento mais difundida entre os americanos - o Facebook - já existe uma manifestação contra a lei "1 MILLION Strong AGAINST the Arizona Immigration Law SB1070" que já conta com 813,988 membros. E também está circulando na internet uma petição a favor boicote ao estado do Arizona, o "Boycott arizona!"

O presidente Barack Obama também já criticou a medida, que foi foi classificada como "discriminatória, particularmente contra a população latino-americana" pelo secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

Leia as notícias disponíveis online:

"A lei que criminaliza a imigração ilegal promulgada há cerca de uma semana no Arizona «está mal concebida» e poderá provocar que americanos de origem hispânica sejam assediados pela polícia sem necessidade, afirmou o presidente Barack Obama" Sol Sapo

"Arizona enfrenta boicotepor causa de lei de imigração" Globo Online

"O secretário geral ibero-americano, Enrique Iglesias, também criticou a lei, chamando-a de "dramática" e dizendo que pode resultar em 'graves violações dos direitos humanos'." Folha Online

"O Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou que estuda a medida perante a possibilidade de que seja nticonstitucional." Estadão Online

"O líder (B. Obama) prometeu pressionar a favor de uma reforma migratória exaustiva para que não haja "o tipo de má legislação que vemos no Arizona ou, o outro extremo, meio milhão de ilegais entrarem no Estado sem nenhum tipo de controle". Terra Notícias

"Os críticos da lei, que provocou muitos protestos nos Estados Unidos, México e países da América Central, afirmam que o texto provocará discriminação racial, já que as autoridades teriam o poder de deter qualquer pessoa que pareça um imigrante ilegal, mesmo que não seja suspeita de nenhuma atividade ilegal." Último Segundo - IG

Toda esta polêmica só reafirma o quanto é latente a discussão trazida no filme de José Joffily, Olhos Azuis, exibido ontem na "Brazilian Night" do Festival de Cinema de Chicago, sobre o tema-problema da imigração no eixo Ámérica Latina x EUA.

O filme estreia em 28 de maio no Brasil. Sigam @olhosazuisfilm no Twitter! 

sexta-feira, 23 de abril de 2010

DES YEUX BLEUS dans le Festival du Cinéma Brésilien de Paris

Nas primeiras semanas de maio o cinema brasileiro invade o charmoso cinema parisiense Nouveau Latina na décima segunda edição do Festival de cinema brasileiro de Paris. O evento terá duas semanas de duração, na primeira serão exibidos lonas de ficção e na seguinte é a vez dos documentários.

O homenageado do festival este ano será o artista brasileiro Chico Buarque. Chico ficou muito conhecido na França após a propaganda da música Essa moça tá diferente. "O Festival traz então mais uma faceta da cultura brasileira: vai exibir cerca de 5 filmes que de alguma forma (adaptação, trilha sonora etc) foi inspirado por esse artista boêmio, apaixonado por tantas mulheres, engajado, de letras provocantes tantas vezes censuradas." (org. do Festival)

Quem quiser conferir mais da mostra sobre Chico, clique aqui.

E na semana dos longas de ficção, é a vez também do nosso "Olhos Azuis" marcar sua presença neste notável evento, em que a sétima arte brasileira pode brilhar lá fora. O diretor José Joffily levará ao público francês a história de Marshall (David Rasche), o homem-de-guarda dos portões de entrada americanos, oficial do Departamento de Imigração dos Estados Unidos, que como se pode conferir na sinopse abaixo, não será nada gentil com os latino-americanos que tentam entrar em seu país. 


OLHOS AZUIS (DES YEUX BLEUS)



José Joffily – 2010 – 105 min – Ficção – Cores – VOSTF
6a feira – 7 de maio: 21h30
Domingo – 9 de maio: 14h
Roteiro: Paulo Halm, Melanie Dimantas, Jose Joffily, Jorge Duran
Edição: Pedro Bronz
Diretor de Fotografia: Nonato Estrela
Som: François Wolf
Produção executiva: José Joffily e Heloísa Rezende
Produção: Coevos Filmes e REC / AMERICINE
Elenco: David Rasche , Cristina Lago , Irandhir Santos , Erica Gimpel , Frank Grillo
Com a presença do diretor José Joffily
OLHOS AZUIS 2Sinopse:Marshall foi chefe do Departamento de Imigração do aeroporto JFK. Cego pelo seu próprio preconceito e arrogância, abusou de sua posição ao deter um grupo de latino-americanos expondo-os a uma série de situações humilhantes que terminou em tragédia. Debilitado por uma grave doença, Marshall viaja ao Brasil em busca de redenção.
Festivais:
- Festival de Paulínia, prêmios: Melhor som, melhor atriz, melhor ator coadjuvante, melhor montagem, melhor filme, melhor roteiro
Biografia do diretor:
José Joffily nasceu em 1945 em Paraíba, Brasil. Formado em comunicação, hoje trabalha simultaneamente como produtor, roteirista e diretor. Além disso, foi professor durante 3 anos do departamento de cinema da Universidade Federal Fluminense e Presidente da Associação de Diretores brasileiros (ABRACI).
Vendas Internacionais:
Coevos Filmes
contato@coevos.com.br




OLHOS AZUIS 3OLHOS AZUIS 4

terça-feira, 13 de abril de 2010

Minha Cabeça é Vermelha, Azul e Branca, Meu Coração Verde e Amarelo

O site Brasileiros nos Estados Unidos traz uma série de informações utéis a brasileiros que desejam viajar, estudar ou viver nos Estados Unidos. Além de oferecer gratuitamente um "Guia para novos imigrantes brasileiros nos Estados Unidos" (em português), que pode ser muito valioso para quem acabou de chegar lá, o portal possui uma série de artigos de opinião bem interessante. A leitura dos artigos, bem como dos comentários feitos pelos leitores, revela um pouco do que há no imiginário dos brasileiros que, como Nonato (Irandhir Santos), o brasileiro do filme Olhos Azuis, decidiram tentar a vida lá.

Uma característica bem marcante no perfil dos brasileiros que vão para os EUA, segundo alguns artigos deste site, é que muitos já viajam para o novo país com a idéia de voltar para o Brasil após um período relativamente curto. Acontece que com o passar do tempo, a medida em que vão se adaptando, estes brasileiros vão cada vez mais abandonando a idéia do retorno rápido à terra natal, em troca de um pouco mais de tempo para trabalhar e juntar dinheiro nos Estados Unidos. A grande maioria é formada por aqueles obstinados em ganhar dinheiro ali para depois realizar os seus sonhos no Brasil,mas apesar disso há quem acabe mudando de idéia.

Um artigo curioso, que talvez pudesse ter sido escrito pelo próprio Nonato em um de seus momentos de nostalgia da sua vida no Brasil, principalmente de sua filha Luisa, é homônimo a este post e retrata bem a saudade angustiante que apesar dos fascínios da fabulosa América, faz o coração permanecer verde e amarelo.


Do site "Brasileiros nos Estados Unidos ponto com"


Os Estados Unidos é o país das oportunidades. É onde muitos de nós viemos buscar os nossos sonhos de viver uma vida melhor, com segurança, justiça, liberdade, e principalmente com uma melhor condição financeira. Para muitos imigrantes Brasileiros nos Estado Unidos, aqui é a nossa nova casa, temporária ou permanente.


Muitos Brasileiros vieram com planos de passar pouco tempo para juntar um bom dinheiro e logo voltar. Mas a realidade muitas vezes nos leva a ficar mais tempo do que originalmente programado. Outros já vieram com a intenção de ficar por aqui por um tempo indefinido. Quem sabe talvez voltar para a aposentadoria. Seja lá qual tenha sido o seu plano, o tempo vai passando, e logo você começa a se adaptar. Em pouco tempo você encontra um lugar para ficar, faz novos amigos, arruma um emprego, começa a falar bem o Inglês, e de repente você já está até participando das comemorações dos feriados de 4 de Julho e do Thanksgiving.


Sem você perceber, a sua cabeça começa a mudar. Você não é mais a mesma pessoa que chegou e a sua maneira de pensar já não bate com aquelas idéias que você trouxe do Brasil. É quando você encontra com outro Brasileiro recém chegado que você nota a diferença. É muito fácil entrar na rotina e adotar os hábitos dos Americanos: de trabalhar exaustivamente; de não aparecer na casa do outros sem avisar; ou até mesmo algo tão simples como não atravessar a rua até que o semáfaro para pedestres lhe diga que é seguro.


Confesse, se você está nos Estados Unidos a algum tempo, a sua cabeça mudou e trocou de cor. Agora é vermelha, azul e branca. Isso é quase inevitável.


Mas e o coração? Esse é bem mais teimoso. O nosso amor pelas coisas da nossa terra natal jamais nos deixa. Seja o sabor especial do nosso café, a beleza de nossa música, a ginga do nosso futebol, isso tudo faz parte do que somos e fica conosco para sempre. Por mais que você tente, as coisas aqui não têm o mesmo gostinho. Ir a praia nos Estados Unidos não se compara com ir a praia no Brasil. E quem já tentou entrar na onda da grande final do futebol americano, o Super Bowl, sabe bem que apesar de toda a badalação, a emoção jamais se compara com o sentimento que temos ao ver o nosso time jogar o verdadeiro futebol.


O poema “A Canção do Exílio” é um retrato pefeito do sentimento de muitos imigrantes Brasileiros nos Estados Unidos, ou em qualquer outro país:


Canção do Exílio


“Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.”


Gonçalves Dias


Por mais que a gente se adapte ao país adotado, e que a nossa maneira de pensar mude, os nosso sentimentos continuam os mesmos. O amor pelo Brasil e as coisas da gente ficam conosco para sempre. E quando a saudade baixa, não é fácil.


A minha cabeça pode ter se tornada vermelha, azul e branca, mais o meu coração sempre seré verde e amarelo.
O autor do texto, como se vê, é mais um dos amantes do futebol, imaginemos em ano de Copa do Mundo, como o é 2010, como fica esse coração!
Apesar de cientificamente as "essências" brasileiras embutidas no texto acima não serem exatamente comprovadas, percebemos que o que falta ao brasileiro o escreve é este algo descrito como "gostinho" das "coisas da gente". Enfim, é um texto que fala de saudade, palavra que aliás, não é traduzida no inglês.

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A história do brasileiro interpretado pelo ator Irandhir Santos e outros latino-americanos barrados no baile pelo Sr. Marshall (David Rasche), chefe do Departamento de Imigração americana no filme de José Joffily, entra no cirtuito de cinemas brasileiros no final do mês de maio. Acompanhe o Twitter do filme @olhosazuisfilm